Doação de ossos? Entenda como funciona banco de tecidos musculoesqueléticos da Unicamp

  • 05/04/2025
(Foto: Reprodução)
Local recebe, processa e armazena ossos, tendões e cartilagens usados principalmente em cirurgias ortopédicas. Um único doador pode ajudar cerca de 30 pessoas. Unicamp mantém banco de tecidos musculoesqueléticos em Campinas Desde janeiro, a Unicamp conta com um novo banco de tecidos musculoesqueléticos — o oitavo do país. O local recebe, processa e armazena ossos, tendões e cartilagens usados principalmente em cirurgias ortopédicas. Receba as notícias da região de Campinas no WhatsApp Todo o material passa por uma série de testes e análises que duram cerca de três meses. Durante esse período, os tecidos ficam guardados em um ultracongelador a −80 °C, e só podem ser usados em pacientes após liberados. O prazo de validade do material é longo, de até cinco anos, e um único doador pode ajudar cerca de 30 pessoas. As doações são feitas com autorização da família, e a utilização dos tecidos depende do tipo de procedimento e da necessidade do paciente. "Esse tecido passa por um processamento, primeiro aguarda os resultados dessa triagem rigorosa para que, depois, possa ser processado. [...] Estando negativo esse resultado, a gente encaminha para o processamento. Durante o processamento, a gente remove as estruturas moles, como músculos e gorduras, e nós também repetimos os exames", explica o biólogo Luiz Henrique de Freitas Filho. Dona de casa Regina dos Santos Agostinelli recebeu transplante ósseo Márcio Campos/EPTV Mudança de vida Foi esse tipo de transplante que mudou a vida da dona de casa Regina dos Santos Agostinelli. A primeira cirurgia no quadril foi em 1999. Em 2012, ela recebeu uma prótese, mas, em 2015, voltou a sentir dores e perdeu a mobilidade. Os fragmentos usados no procedimento mais recente vieram do banco da Unicamp. A cirurgia foi realizada no início do ano e, segundo a paciente, a recuperação tem sido positiva. "Estou muito confiante, esperançosa que vai dar tudo certo. [...] Nunca tinha ouvido falar de transplante ósseo, mas a tecnologia está bem adiantada e eu dou graças a Deus. Obrigada pela pessoa [que doou]", diz Regina. Gustavo Constantino, ortopedista e médico responsável pelo banco, explica que a demanda é alta, mas a doação de tecidos musculoesqueléticos ainda é pouco conhecida. "Hoje em dia, os bancos que existem no Brasil não dão conta da demanda. A oferta é muito menor do que a procura, por isso a importância de estarmos abrindo o nosso. Tem muita gente com cirurgia de quadril, que está precisando de osso para refazer essa cirurgia, e não tem. Só aqui na Unicamp a gente tem mais de 80 pacientes aguardando nessa situação", afirma. Banco de tecidos musculoesqueléticos da Unicamp foi inaugurado em janeiro Márcio Campos/EPTV Como doar? Doadores falecidos: assim como para os demais órgãos, a doação deve ser autorizada pela família e o desejo de doar pode ser comunicado em vida. Doadores vivos: aqueles que vão fazer uma cirurgia específica em ortopedia, que é a prótese de quadril, podem doar a cabeça do fêmur, parte óssea que geralmente é descartada ou incinerada durante o procedimento. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/04/05/doacao-de-ossos-entenda-como-funciona-banco-de-tecidos-musculoesqueleticos-da-unicamp.ghtml


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